Protocolos de volta às aulas da rede estadual de ensino do Paraná e das redes municipais de Curitiba, Maringá, Cascavel, Umuarama e Ponta Grossa falam muito sobre higienização de superfícies e pouco sobre ventilação dos ambientes, de acordo com especialistas.

A resolução da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) e o protocolo da Secretaria Estadual de Educação (Seed) sobre a volta às aulas têm o triplo de orientações sobre desinfecção e higienização de objetos e ambientes do que recomendações sobre ambientes ventilados ou atividades ao ar livre.

A programação era de que os alunos da rede estadual retornassem às atividades no modelo híbrido na segunda-feira (1º), mas nesta sexta-feira (26) o governo estadual determinou a suspensão das aulas até, pelo menos, 8 de março.

No caso de Curitiba, onde as atividades presenciais voltaram na segunda-feira (22), o protocolo tem mais de 60 orientações sobre higienização de objetos e ambientes e 13 medidas relacionadas à ventilação.

Em Maringá, são 20 orientações sobre higienização de superfícies e oito sobre ventilação. Em Umuarama, são seis recomendações sobre desinfecção de objetos e ambientes, e uma sobre ventilação. Em Cascavel são 13 medidas orientando sobre a manutenção de ambientes arejados e 34 sobre limpeza de objetos.

O protocolo de Ponta Grossa, único que tem um item dedicado exclusivamente à orientações de ventilação, tem o dobro de recomendações sobre desinfecção de ambientes do que sobre ventilação.

Segundo os cientistas ouvidos pelo G1, a ventilação, aliado ao uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento, é uma das medidas mais importantes para diminuição dos riscos de contaminação pelo coronavírus.

O distanciamento dos alunos e professores são as medidas mais frequentes mencionadas nos protocolos estaduais e municipais de volta às aulas.

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