Às vésperas da volta às aulas na rede privada de ensino de Juiz de Fora, pais e responsáveis dos alunos ainda possuem dúvidas sobre como proceder neste início de ano letivo. Alegando a ausência de uma orientação do setor e do Município, muitos ainda estão confusos sobre como será o retorno das atividades, o que impacta em outras necessidades, como aquisição de itens escolares e contratação de serviços de transporte.

Para a mãe de um aluno de oito anos, que preferiu não se identificar, as dúvidas são decorrentes da falta de informação. “Apesar de estar claro para mim que não haverá retomada presencial, o sindicato (que representa as escolas) e a Prefeitura não se posicionaram oficialmente”, diz. “Há pais que ainda não sabem se contratam van e compram uniforme, por exemplo.”

Outra mãe diz que a escola do filho, de 10 anos, irá se reunir, nesta terça-feira (dia 2 de fevereiro) para discutir como será o retorno, previsto para o dia seguinte (3). “Acredito que o ensino será remoto, inclusive acho mais seguro nesse momento. Nós, pais, ainda não temos nenhuma informação sobre retorno presencial ou híbrido.”

Apesar da falta de informação, ela diz que os preparativos da volta às aulas do filho não foram afetados, mas acredita que isso possa ter ocorrido com outros pais. “No ano passado, a escola solicitou que os alunos acompanhassem as aulas remotas de uniforme, então, não houve alteração por aqui. Tanto o material quanto o uniforme foram comprados de acordo com a necessidade.” Já com relação ao transporte, ela diz que não faz uso de van escolar.

A fisioterapeuta Milema Medeiros conta que aproveitou a oportunidade de ir presencialmente à escola para o recebimento do material escolar do filho, de cinco anos, e conversou com a coordenação. “A princípio, as aulas continuarão remotas”, afirma. “Mas eu não vejo a hora de as atividades presenciais voltarem, pois há estudos que mostram que a contaminação do vírus da Covid-19 é muito baixa entre crianças. Já os prejuízos ao desenvolvimento e à socialização por estar longe da escola são maiores.”

PJF reitera suspensão de aulas presenciais

Procurada pela Tribuna, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) reiterou que as aulas presenciais estão temporariamente suspensas nas redes municipal, estadual, federal e particular. A medida abrange, ainda, atendimento em creches municipais e as atividades dos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, eventos culturais, esportivos e outros com aglomeração de pessoas.

A determinação se dá em função de o Município estar na faixa vermelha do programa Juiz de Fora pela Vida. “Serão possíveis aulas nos sistemas híbrido ou presencial quando o Município estiver na faixa verde”, informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação.

Em nota, a pasta explicou que os critérios para enquadramento em cada faixa do programa seguem orientações divulgadas pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O programa Juiz de Fora pela Vida é dividido em cinco faixas: roxa, vermelha, laranja, amarela e verde. O avanço ou regresso para cada uma delas está condicionado à evolução dos índices epidemiológicos da Covid-19 na cidade. A faixa vermelha é a segunda mais restritiva, só perdendo para o lockdown, enquadrado na cor roxa.

Escolas seguirão diretriz municipal

Na última semana, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Região Sudeste de Minas Gerais (Sinepe/Sudeste) intensificou a tentativa de incluir o setor de ensino como atividade essencial. Na segunda-feira passada (25), a minuta de um Projeto de Lei que defende este posicionamento foi entregue para avaliação na Câmara Municipal.

Até sexta-feira (29), a entidade ainda não havia realizado uma orientação às escolas particulares sobre o retorno das aulas. Desta forma, coube a cada instituição comunicar a alunos e responsáveis como procederia.

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