ssenta-se o entendimento de que a educação infantil é um período de amplitude dos horizontes sociais e de conhecimento. Nesse sentido, as crianças que deixam a educação infantil e adentram o ensino fundamental são transformadoras e transformadas pelo novo contexto escolar e social em que se encontram inseridas no período “entrelugares” e, por isso, necessitam de um contexto de acolhimento e qualidade crítica de ensino nessa nova fase escolar.

O conceito de “entrelugar” foi trazido por Bhabha (1996, 2011, 2013), que trouxe a caracterização de um espaço intervalar, que pode não ser físico, mas, que traz em sua essência negociações e manifestações culturais intensas e que precisam ser transformadas e não apenas sofrer uma ruptura.

É pertinente observar os elementos que caracterizam a educação infantil e o ensino fundamental no ambiente escolar, bem como, perceber os sentimentos/processos evolutivos de desenvolvimento cognitivo e social das crianças, de modo a compreender a complexidade do “entrelugar” e a necessidade de preparar a escola e os professores para auxiliar as crianças nesse período.

Quando na educação infantil a escola e os professores estão aptos a oferecer o lúdico como instrumento dinamizador do processo ensino aprendizagem, origina-se um processo prazeroso, dinâmico e construtivo, o que possibilita a qualidade do aprendizado escolar, bem como, das relações desse ambiente (alunos/alunos; alunos/professores), gerando um aprender vivenciado que permite o desenvolvimento da criança.

Nesse sentido, pode-se compreender que a educação infantil é o período escolar em que o uso do lúdico, enquanto linguagem didático pedagógica permite o alcance de bons resultados no processo ensino aprendizagem, bem como, gera a viabilidade de fortalecimento das relações de aprendizado no período “entrelugar”.

Cabe aqui a importante concepção de que é preciso uma aprendizagem contínua, isto aponta para o fato de que o período “entrelugares” não pode ser uma quebra de uma etapa e início de outra, mas, sim, a continuidade de aprendizado, evolução ambiental e social das crianças e desenvolvimento significativo e qualitativo da educação.

Portanto compreendeu-se, com o desenvolvimento deste estudo, que o “entrelugar” entre a educação infantil e o ensino fundamental contempla um período de adaptação, que não pode ser alicerçado na mesmice pedagógica, porém, não pode ser embasada em uma ruptura abrupta, pois, se ocorrer dessa forma, dificultará a motivação e continuidade do aprendizado escolar das crianças.

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