Os pais de crianças de Montes Claros abriram, na última quinta-feira, a campanha para colher assinaturas no manifesto de apoio à ação popular pela reabertura das escolas na cidade, em campanha coordenada pela advogada Aline Guedes. Uma pequena falha atrasou o manifesto um dia, pois, como seguiu modelo implantado em São Paulo, em alguns trechos vieram com o nome da cidade paulista, mas, depois de alertado pela relações públicas Viviane Azevedo, foi feita a correção. No início de dezembro os organizadores realizaram carreata pelas ruas de Montes Claros, pedindo a volta das aulas. O Ministério Público até expediu recomendação à Prefeitura para sinalizar uma data do calendário escolar, mas isso não ocorreu.

No manifesto, é explicado que “na qualidade de pais, mães e cidadãos Montes-Clarenses, acreditamos que priorizar o bem estar físico e psíquico e o melhor interesse da criança e do adolescente é dever do Estado, da família e da sociedade garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Compreendemos que, diante da complexidade do enfrentamento da pandemia de covid-19, as diversas esferas de governo adotaram medidas extremas com vistas a evitar o colapso do sistema de saúde, dentre as quais, a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares. Contudo, no decurso dos 9 meses de combate à pandemia de covid-19, houve avanços significativos em relação ao tratamento da doença, o que possibilitou que não houvesse colapso do sistema de saúde quer no Estado de Minas ou no Município de Montes Claros”.

Informa ainda que “diversos estudos médicos e científicos publicados comprovam que  as crianças se infectam menos do que os adultos; as crianças adoecem menos do que os adultos e a grande maioria é assintomática; crianças raramente transmitem Covid-19 para adultos. As experiências realizadas na Europa e no Brasil comprovam que há segurança na abertura das escolas, desde que seguidos os protocolos de saúde adequados. Por outro lado, a manutenção das escolas fechadas vem causando danos de longo prazo a toda uma geração e significa clara ameaça ao direito à educação das crianças e jovens Montes-Clarenses”.

“Dentre os danos causados a crianças e adolescente destacam-se a fome, danos físicos, psíquicos e aumento das taxas de evasão escolar, aumentando a taxa de gravidez infantil, o número de maus tratos, uso de drogas e violência. Crianças vulneráveis têm menos acesso à educação a distância de qualidade e sofrem mais com o fechamento de escolas. Vários médicos pediatras, inclusive, já estão se manifestando a favor da retomada gradativa e com protocolos das aulas presenciais. Por essa razão, apoiamos a ação popular que tem por objetivo requerer a retomada gradual das atividades escolares regulares presenciais em todas as escolas do Município de Montes Claros com protocolos de higiene e distanciamento estabelecidos pelo Governo do Estado de Minas Gerais e pelo Município, cabendo às famílias a decisão sobre levar seus filhos para a escola”.

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