A abolição do Brasil ocorreu de forma gradual e controlada pela governo. Afinal, as elites tinham medo que acontecesse uma rebelião ao estilo da que gerou a Independência do Haiti ou uma Guerra Civil, como nos Estados Unidos.

Desde a vinda da corte portuguesa para sua colônia portuguesa, Dom João teve que aceitar vários tratados, impostos pela Inglaterra, que comprometiam a libertação dos escravos.

Em 1831, por exemplo, no período regencial, declarou-se que toda pessoa escravizada que chegasse ao Brasil, seria considerada livre.

Mais tarde, com a consolidação do Segundo Reinado, uma série de leis foram sendo sancionadas para se por fim ao trabalho escravo de maneira lenta.

São elas:

O processo de libertação dos escravos não foi simples, pois os grandes proprietários de escravos e latifundiários queriam ser indenizados.

Por sua parte, os próprios cativos se organizavam e economizavam para pagar sua alforria, por exemplo. Igualmente eram comuns as fugas, motins e rebeliões.

Essas leis também deram ao escravo a possibilidade de solicitar na Justiça a sua liberdade caso seu senhor o transferisse de maneira indevida ou se ele provasse que tinha chegado ao país após 1831.

A Lei Áurea resolveu o problema da escravidão, mas não o da inclusão social dos negros à sociedade. Os fazendeiros também preferiram usar a mão-de-obra que chegava cada vez mais da Europa numa clara postura racista.

Desde então, os afrodescendentes sofrem como problema da inclusão social no país.

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